O vento batia na copa das árvores que escondiam a lua ao fundo. Acho que ali conheci a felicidade. Eu estava de mãos dadas com uma pessoa que, enfim, merecia o que eu sentia e que me fazia sentir que, em algum lugar, dentro daqueles olhos azuis e brilhantes como os de uma criança, havia algo de que eu era merecedora.
Ficamos ali deitados, no silêncio. Podia ouvir a respiração dele se normalizando, podia sentir sua mão na minha e a ponta do meu tênis tocando sua perna. Virei minha cabeça a fim de ver sua expressão, se era tão feliz e boba como a minha devia estar. Me surpreendi ao ver que ele me fitava, com os olhos doces e um leve sorriso nos lábios rosados. Sorri de volta.
Ali tive a confirmação que o tal amor era verdade e podia sim, ser mútuo.
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